“Debate Memória, Verdade, Testemunho, Justiça e Reparação” no Arquivo Nacional de RJ

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CONVITE: Arpilleras da Resistência Política Chilena em Rio de Janeiro – RJ

29 maio – 5 junho

Segunda-Sexta: 8h30 -18h

Entrada Franca

Visitas guiadas

Arquivo Nacional do Rio de Janeiro

Praça da República, 173, térreo – Centro – Rio de Janeiro
Informações: (21) 2179-1273 – pi@arquivonacional.gov.br

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3ª Oficina de Arpilleras em BH

Quarta feira dia 23, fomos surpreendidas por uma quantidade muito grande de mulheres que vieram para fazer a oficina. Foram 24 participantes, quando sempre trabalhamos com um numero máximo de 16 pessoas.

Como não podíamos mandar ninguém embora,  ficaram todas elas para participar da oficina e depois de uma visita guiada pela exposição as participantes  trabalharam em quatro grupos e produziram 4 Arpilleras.

1-“Feira de Artesanato da Pampulha”- Várias das participantes deste grupo eram artesãs que trabalham na feira da Pampulha e por isso elas se representaram nesse trabalho.

2-“Paisagem mineiro”, uma arpillera que representa vários aspectos do cotidiano mineiro, o Rio São Francisco, pão de queijo, as montanhas, etc.

3-“Violência familiar” um tema recorrente nas conversações das mulheres nestas oficinas.

4-“Transporte e contaminação” onde quiseram representar a falta de transporte em BH e junto com isso,  o pouco  cuidado das pessoas com a limpeza das ruas.

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2ª Oficina de Arpilleras em BH (22/05)

Terça feira dia 22, foi realizada a segunda oficina em BH. Estiveram presentes  14 mulheres de diferentes organizações sociais, artesãs e assistentes sociais . Depois de uma visita guiada pela exposição e uma longa explicação da historia e psicologia das Arpilleras, participaram com muito entusiasmo da oficina.

  O produto desta tarde de trabalho foi  a confecção de três Arpilleras muito interessantes.

1-“A escola de nossos sonhos”. As participantes explicaram que elas queriam construir uma escola que esteja baseada em valores sociais, não tanto no  em conhecimento mas sim dedicada à  preparação dos estudantes para a vida na comunidade.  As ideias  que quiseram expressaram nos bordados é que  os conhecimentos podem ser adquiridos de outras formas,  mas a solidariedade ,  o amor e o respeito aos companheiros eram valores a serem ensinados na escola.

2-“Violência domestica”, uma arpillera muito emotiva,  fabricada por varias pessoas que tinham sofrido  e algumas sofrem ainda de violência nas suas casas.  Falaram das casas que acolhem elas e das assistentes sociais que tratam de tirá-las dessa situação. Uma dessas casas é a “Bem-Vida”. Elas falaram que até as musicas que cantam os jovens  falam de violência e que as pessoas riem das letras e não percebem a violência que existe  atrás delas.

3-O terceiro tema foi “Copa/Pampulha”. As pessoas em BH se queixam muito do dinheiro que está-se gastando com a reforma do Mineirão, estádio de futebol de BH. As participantes deste grupo reclamaram de que em razão da Copa 2014 se gasta muito dinheiro em embelezar a  cidade e se deixam outros projetos  importantes abandonados.

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Visitação nos dias 20 e 21 de maio no UFMG de Belo Horizonte

No dia domingo 20 de maio abrimos a exposição, mas não houveram muita visitas neste dia, somente algumas pessoas passaram pelo Centro Cultural UFMG.
Na segunda feira dia 21 a partir do meio dia, tivemos muita atividade com estudantes que visitavam o Centro Cultural. Visitaram a exposição estudantes dos cursos primário e secundário.  De nível superior vieram estudantes da Universidade Estadual de Minas Gerais, alunos da  Faculdade  de Pedagogia.  Todos os estudantes ficaram durante muito tempo observando cada uma das arpilleras enquanto Roberta os guiava pela historia chilena.

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Oficina de Arpilleras com militantes de movimentos sociais em BH

No dia 19 de maio às 10h00 se realizou a primeira oficina em BH, com a participação de 8 (oito) pessoas, a maioria delas militantes de movimentos sociais.

Num primeiro momento, fizemos uma visita guiada da  Exposição e finalizando a visita Roberta Bacic apresentou um vídeo filmado em Zimbábue, com mulheres de um povoado que foi destruído pelos  militares e as mulheres ficaram sem nenhum tipo de proteção oficial. Neste lugar, se realizou um trabalho com arpilleras para  que essas mulheres pudessem contar sua historia. Essa Arpillera já foi exposta e vista por muita gente  em diversos lugares do mundo.

Todas as oito mulheres presentes na oficina trabalharam em uma só Arpillera.  O tema que escolheram foi a desigualdade social, colocando ênfase no despejo de um bairro de BH que foi realizado pela PM nos últimos dias. A oficina demorou mais do que o normal porque as participantes gostaram muito do trabalho e desejavam concluir a Arpillera com muitos detalhes. A oficina se estendeu  de 10 às 15 horas.

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Apertura e Debate em Belo Horizonte

No dia 18 de maio às 10 horas da manha, abrimos as portas da exposição no Centro Cultural UFMG em Belo Horizonte. Durante o dia tivemos uma boa afluência de pessoas que passaram para visitar a mostra. Às 18.30, chegaram autoridades da Prefeitura de Belo Horizonte e algumas pessoas representando entidades Sociedade Civil.

Participaram da abertura oficial da exposição entre outros Jose Wilson, Secretario Municipal dos Direitos da Cidadania, Michele Guimarães da Fundação Perseu Abramo, Dirlene Trindade Marques do Comitê Mineiro do Foro Social Mundial, Marco Antonio Mayer, ex-preso político, Betinho Duarte ex vereador da cidade e  assessor especial da Comissão da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas.

Depois de uma visita guiada por Roberta Bacic, curadora da exposição e por Clara Politi, produtora, foram feitos alguns pronunciamentos referentes ao contexto em que é organizada esta exposição.

Clara Politi  fez uma breve apresentação e agradecendo a todos os presentes por terem vindo prestigiar a exposição, passou a palavra para Roberta Bacic. Roberta contou , de geral como era o contexto  no Chile no momento em que se bordaram estas Arpilleras. Logo em seguida, falou Dirlene Marques quem também expressou sua admiração pelos trabalhos ali apresentados. Marco Antonio Mayer revelou aos presentes que estava justamente  chegando do Chile, onde tinha presenciado a marcha dos jovens estudantes e revelou sua admiração pelos chilenos.

O Secretario Jose Wilson  se referiu ao momento especial que vive  o Brasil a respeito do tema dos assassinados, desaparecido políticos,  torturados ou perseguido pela ditadura militar no Brasil, na medida em que fazem só   dois dias que a presidenta Dilma nomeou a Comissão da Verdade. Ele também salientou o papel e a contribuição da Arte para trabalhar a Memória. O Secretario enfatizou a necessidade de se  trazer jovens estudantes para visitar esta Exposição.

Flavia Santana, Roberta Bacic, Jose Wilson e Coordenadora da Secretaria

Após a reunião para a abertura oficial da exposição, se formou  um grupo de 17 pessoas para um debate e intercambio de experiências entre Chile e Brasil.

Roberta Bacic abriu o debate contando a experiência das diferentes Comissões da Verdade que foram instaladas no Chile , logo após a chegada da Democracia no pais. Roberta enfatizou a necessidade de apoiar os trabalhos da Comissão da Verdade para  aproveitar da melhor forma possível essa ferramenta como um meio para poder saber o que aconteceu verdadeiramente com os  mortos, desaparecidos e perseguidos políticos na época da Ditadura Militar no Brasil.

Logo em seguida à fala de Roberta , tomou a palavra Dirlene Marques quem salientou que na sua opinião  a Comissão da Verdade nomeada pela presidenta Dilma não levaria a  nenhum resultado positivo com os membros que foram nomeados , porque eles não correspondem ao perfil traçado pelas entidades e que a sociedade estava pedindo que tivessem os membros da Comissão da Verdade.

Tivemos também no debate a participação Heloisa Greco e de várias outras pessoas. Em geral os participantes do debate não demonstraram  estar satisfeitas com a Comissão da Verdade recentemente nomeada no Brasil. A opinião geral era que da maneira em que está formada , ela não vai  resolver nada e que não vão a chegar a nenhuma Verdade.

O debate terminou as 21horas, horário em que fechou  o Centro Cultural.

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