Apertura e Debate em Belo Horizonte

No dia 18 de maio às 10 horas da manha, abrimos as portas da exposição no Centro Cultural UFMG em Belo Horizonte. Durante o dia tivemos uma boa afluência de pessoas que passaram para visitar a mostra. Às 18.30, chegaram autoridades da Prefeitura de Belo Horizonte e algumas pessoas representando entidades Sociedade Civil.

Participaram da abertura oficial da exposição entre outros Jose Wilson, Secretario Municipal dos Direitos da Cidadania, Michele Guimarães da Fundação Perseu Abramo, Dirlene Trindade Marques do Comitê Mineiro do Foro Social Mundial, Marco Antonio Mayer, ex-preso político, Betinho Duarte ex vereador da cidade e  assessor especial da Comissão da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas.

Depois de uma visita guiada por Roberta Bacic, curadora da exposição e por Clara Politi, produtora, foram feitos alguns pronunciamentos referentes ao contexto em que é organizada esta exposição.

Clara Politi  fez uma breve apresentação e agradecendo a todos os presentes por terem vindo prestigiar a exposição, passou a palavra para Roberta Bacic. Roberta contou , de geral como era o contexto  no Chile no momento em que se bordaram estas Arpilleras. Logo em seguida, falou Dirlene Marques quem também expressou sua admiração pelos trabalhos ali apresentados. Marco Antonio Mayer revelou aos presentes que estava justamente  chegando do Chile, onde tinha presenciado a marcha dos jovens estudantes e revelou sua admiração pelos chilenos.

O Secretario Jose Wilson  se referiu ao momento especial que vive  o Brasil a respeito do tema dos assassinados, desaparecido políticos,  torturados ou perseguido pela ditadura militar no Brasil, na medida em que fazem só   dois dias que a presidenta Dilma nomeou a Comissão da Verdade. Ele também salientou o papel e a contribuição da Arte para trabalhar a Memória. O Secretario enfatizou a necessidade de se  trazer jovens estudantes para visitar esta Exposição.

Flavia Santana, Roberta Bacic, Jose Wilson e Coordenadora da Secretaria

Após a reunião para a abertura oficial da exposição, se formou  um grupo de 17 pessoas para um debate e intercambio de experiências entre Chile e Brasil.

Roberta Bacic abriu o debate contando a experiência das diferentes Comissões da Verdade que foram instaladas no Chile , logo após a chegada da Democracia no pais. Roberta enfatizou a necessidade de apoiar os trabalhos da Comissão da Verdade para  aproveitar da melhor forma possível essa ferramenta como um meio para poder saber o que aconteceu verdadeiramente com os  mortos, desaparecidos e perseguidos políticos na época da Ditadura Militar no Brasil.

Logo em seguida à fala de Roberta , tomou a palavra Dirlene Marques quem salientou que na sua opinião  a Comissão da Verdade nomeada pela presidenta Dilma não levaria a  nenhum resultado positivo com os membros que foram nomeados , porque eles não correspondem ao perfil traçado pelas entidades e que a sociedade estava pedindo que tivessem os membros da Comissão da Verdade.

Tivemos também no debate a participação Heloisa Greco e de várias outras pessoas. Em geral os participantes do debate não demonstraram  estar satisfeitas com a Comissão da Verdade recentemente nomeada no Brasil. A opinião geral era que da maneira em que está formada , ela não vai  resolver nada e que não vão a chegar a nenhuma Verdade.

O debate terminou as 21horas, horário em que fechou  o Centro Cultural.

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