Oficina de Arpilleras no Memorial da Cidade de Curitiba (Sábado)

Neste sábado (12/05), as 9h da manhã, aconteceu uma oficina de arpilleras no Memorial da Cidade de Curitiba (PR), com a participação de 15 pessoas. A oficina foi aberta para inscrição sendo que o grupo Tortura Nunca Mais de Paraná, articulou a vinda da maioria dos/as participantes.

Começamos a visita guiada com só 5 pessoas, pensando que ia ser um grupo bem pequeno, mas após de 5 minutos se incorporaram o resto de participantes que seguiram atentos/as as explicações sobre por quem, como, porque e com que finalidade foram feitas as arpilleras expostas na mostra.

O pessoal se dividiu em três grupos que com papel e lápis começaram a ligar e discutir as problemáticas denunciadas nas arpilleras chilenas e as problemáticas presentes hoje no Brasil, e em concreto nas suas comunidades. Para encerrar, fizemos uma roda, cada pessoa se apresentou ao resto e cada grupo explicou o que queriam representar na sua arpillera.

Um dos grupos falou sobre a violência exercida contra os moradores de rua. Segundo as falas das componentes do grupo, esta violência está aumentando com a chegada da copa do mundo. Em quanto o ano passado foram mortos 400 moradores de rua, em 2012, ate fevereiro já tinha atingido esta cifra. O grupo também denunciou casos de tortura como o que segundo elas tinha acontecido em Curitiba na semana passada, onde um morador de rua foi torturado durante três dias pela policia.

Outro dos grupos denunciou a violação do direito de ir e vir na sua comunidade, colocando que em virtude da falta de segurança as pessoas têm medo de sair de noite para reuniões, encontros ou outro tipo de atividades, também retrataram a falta de visibilidade da situação da região metropolitana nos médios de comunicação assim como a falta de informação sobre o que realmente acontece nos bastidores políticos. A paisagem da comunidade também ficou retratada na beleza da natureza que contrasta com as ruas sem pavimento.

O terceiro grupo denunciou a existência de duas Curitibas, uma que existe no centro e outra que existe nas periferias, colocando que a visão de Curitiba como uma capital do primeiro mundo é uma ilusão, em caso seria um centro de primeiro mundo. Representaram à falta de acesso à cultura e outros serviços para as populações da periferia, através do ônibus que faz a rota pelos principais pontos turísticos da cidade. Devido ao elevado preço da passagem, a maioria dos/as curitibanos/as que moram na periferia nunca pegou este ônibus, e não disfrutam das muitas coisas que oferece a cidade, por falta de acesso.

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